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PIB cresceu até 10%, diz Mantega
 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o Produto Interno Bruto (PIB) deve registrar crescimento entre 8% e 10%, anualizados, no terceiro trimestre deste ano.

O resultado, que deverá ser divulgado oficialmente só em dezembro, seria superior à taxa de expansão observada no segundo trimestre (de 7,8%). Ressaltando que a economia brasileira já saiu da crise, o ministro reafirmou a previsão de alta de 1% do PIB neste ano e passou a falar em variação de 5% para 2010.

“Iniciamos um novo ciclo de crescimento que vai perdurar nos próximos anos”, afirmou Mantega, durante discurso no Fórum Econômico Brasil-Itália, realizado em São Paulo, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). De acordo com o ministro, a diferença entre a economia brasileira e as outras que foram mais afetadas pela crise é que o País estava forte quando entrou na crise, “porque vinha crescendo com bom dinamismo”.

Segundo Mantega, após ter crescido 1,9% no segundo trimestre em relação ao primeiro, a expansão da economia voltou ao período pré-crise, com média de crescimento em torno de 5%, percentual que deve se repetir em 2010, e nos anos seguintes. “A economia brasileira já saiu da crise e está em franca recuperação. Podemos dizer que o Brasil já está crescendo a taxas entre 4% e 5%”, avaliou Mantega.

Falando para uma plateia de empresários italianos e brasileiros, Mantega frisou que o Brasil prefere que os investimentos diretos no País sejam realizados em projetos produtivos. Ele justificou a criação de uma “pequena taxa” para frear a entrada de capital estrangeiro especulativo, como forma de evitar uma sobrevalorização do real e uma “bolha” no mercado de capitais.

“O que queremos é que não haja um exagero de aplicações. Estamos garantindo que não haverá bolhas na Bolsa e que não haverá mais excesso de valorização da moeda brasileira” disse ele, referindo-se à adoção da alíquota de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o fluxo de capital estrangeiro em operações no mercado financeiro.

 
Fonte: Jornal do Commercio
 
 

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